FAQ – Dúvidas sobre o que fazer é o que é sua auto-avaliação (sempre em atualização!)

Por favor, leia antes de concluir sua auto-avaliação e tentar encaminhá-la ou enviar uma pergunta por e-mail e/ou facebook! Sua resposta pode estar aqui:

Estudantes perguntam: Escrevi minha auto-avaliação on line, que era um texto sobre vários assuntos, porém esqueci de copiar, então o Tidia fechou pedindo senha/login novamente e perdi tudo. E agora?

Reposta: Faça e salve sua auto-avaliação off line, fora do ambiente do Tidia e depois copie na tela da atividade ou anexe um arquivo. Todos os que submeteram auto-avaliações, devido a ampliação dos prazos, podem também refazer e repostar nesse prazo maior. Assim todos têm chances de revisar e ampliar o que já foi feito, seja nesse prazo ou em outro maior, caso necessitem, o que poderá ser negociado por e-mail. Bom trabalho!!

Estudantes perguntam: Submeti a auto-avaliação dentro do prazo, mas ela foi devolvida. O que aconteceu e o que faço?

Resposta: A atividade foi devolvida porque, como os prazos foram ampliados, devido a inúmeras solicitações, era esse o recurso disponibilizado pelo Tidia para mostrar que seu prazo também ampliou e você também pode repostá-la, se quiser. O objetivo é ser justo com todos, pois mesmo os poucos que postaram, podem ter igualmente a oportunidade de revisar e ampliar seu trabalho e repostar, certo? 

Espero que tenha esclarecido o que ocorreu e que você possa aproveitar a oportunidade da melhor maneira possível. Bom final de quadrimestre!

Estudantes perguntam: Eu submeti, além das outras atividades, a auto-avaliação, mas não deu certo. O que faço?

Resposta: As outras atividades eram basicamente para que você começasse a fazer seu trabalho e colocasse os links do seu blog individual e do seu grupo. Seus links precisam ser acrescentados na auto-avaliação, então serão considerados, independente das outras atividades. Caso você tenha tentado postar sua auto-avaliação e não tenha dado certo, tente novamente até o prazo final (12 e 15 de setembro) e, caso não consiga, envie por e-mail (andrea.santos@ufabc.edu.br). Boas tentativas!

Estudantes perguntam: Meu blog não ficou tão completo quanto eu gostaria e não consegui ler, ver filmes e pesquisar mais a fundo sobre o tema que escolhi. No meio do quadrimestre percebi que podia ter escolhido outro tema. Posso, na auto-avaliação, escrever tudo o que aconteceu e porque não consegui fazer um trabalho mais completo e colocar o conceito I no final, e depois mudar de tema e começar tudo de novo?

Resposta: Você pode escrever tudo o que fez, sem apagar porque mudou de tema! A ideia é que possa observar as idas e vindas do seu processo, que não tem um caminho linear. Pode optar pelo conceito I e ter mais tempo para desenvolver o caminho que gostou mais e ter orgulho e satisfação maior, com o que fez, além de auto-conhecimento sobre seu processo, certo?  E quando considerar que seu processo pode ter um desfecho, envie por e-mail o final da auto-avaliação com link do blog atualizado e conceito para ser alterado junto à Prograd, o que pode ser feito até o final do próximo quadrimestre!

Estudantes perguntam: Agora que vi o roteiro para auto-avaliação e estou vendo que fazer uma auto-avaliação não é tão fácil quanto pensei e obter esse A vai dar muito trabalho, pois as únicas atividades que fiz foi posts no blog, de notícias copiadas sem comentários ou reflexões com leitura de alguns dos textos da disciplina. Posso escrever isso na auto-avaliação e encerrar o processo, reduzindo meu conceito para C?

Resposta: Se você ficou nessa turma e se inscreveu no Tidia, teve a oportunidade de conhecer, desde o início do quadrimestre, o tipo de trabalho que foi proposto e ter optado até por sair e se matricular em outra turma, com outra metodologia, caso não achasse interessante ou considerasse muito dificil fazê-lo, pois tudo estava postado e explicado desde o início.

No entanto, considerando eventuais dificuldades que qualquer estudante pode se deparar durante o processo, como educadora responsável pela disciplina, posso, ao invés de reprovar, observar que você não conseguiu fazer, mas ainda pode ter a oportunidade de reconsiderar seu processo, e pode até mesmo ter mais um quadrimestre para isso, como escrevi, e então seu conceito, por enquanto, é I – incompleto, que pode ser alterado posteriormente, quando for feito o trabalho proposto. Como não há impacto no CR, você também pode simplesmente ignorar essa oportunidade e se matricular novamente na disciplina com outro professor e metodologia que considere melhor para o seu perfil.

No entanto, se você quer obter um conceito apenas para a aprovação, independente de qual for, existe uma proposta teórica e metodológica de trabalho acadêmico e não uma pura e simples negociação de conceitos para se livrar do que foi proposto, pois se agirmos assim esbarramos num problema ético profissional, que nos dá a oportunidade de, ao invés de punir ou “diminuir nota”, construir um aprendizado importante para um futuro profissional, e é por isso também que essas disciplinas da área de Humanas, às vezes tão desvalorizadas, constam da sua formação: para antecipar problemas e situações que você poderá enfrentar em sua vida profissional e dar a chance de se reposicionar, oportunidade que nem sempre será dada durante sua carreira.

Sendo assim, por favor, oriento que reescreva sua auto-avaliação honestamente, como começou a fazer agora, reconhecendo qual é a sua condição; qual foi sua participação ou porque ela não aconteceu; porque o seu primeiro foco para se auto-avaliar foi numa abordagem superficial de um tema de pesquisa que você teve a chance de escolher livremente e, portanto, poderia ter se dedicado melhor e mais intensamente a ele; o que aconteceu com a sua participação em grupo, que foi outra condição acordada pelos participantes da disciplina, por que houve/está havendo seu desinteresse e/ou sua impossibilidade em encarar essas dificuldades e problemas que foram colocados para sua formação acadêmica nesse momento da sua vida, mesmo com prazos ampliados; como esse tipo de auto-conhecimento pode ou não contribuir e quais perspectivas você pode visualizar para enfrentar essa situação em melhores condições futuramente; que relação isso pode ter com a carreira/curso que você pretende seguir e como você avaliaria honestamente um profissional ou futuro profissional que agisse da forma como está agindo agora.

Outra possibilidade de reflexão individual também é considerar que impacto esse nosso debate pode ter na sua formação profissional, pois poderia até pesquisar, comparar, traçar hipóteses sobre como seria a reação no seu ambiente de trabalho, como um futuro profissional, se fosse chamado a fazer esse tipo de atividades e a desenvolver habilidades que ainda não conseguiu construir plenamente (pesquisar, se expressar, criar, trabalhar em grupo, se auto-avaliar apresentando suas limitações e potencialidades) e se recusasse a fazer isso por considerar muito difícil e/ou trabalhoso.

Enfim, ao fazer uma auto-avaliação o foco é você, sua trajetória, e o tema de pesquisa é apenas mais uma ferramenta para isso, que pode ser também um conhecimento público a ser criado e disponibilizado para outros interessados, dando um retorno para a sociedade que investe na sua educação pública. Se você conseguir fazer isso, o conceito é apenas uma convenção, um detalhe, e você pode pleitear o que quiser, pois o que terá conseguido apresentar será muito mais valioso do que imagina, embora possa não parecer assim para você nesse momento. O mais importante nesse processo é ser honesto consigo mesmo e com quem você estabeleceu um acordo para desenvolver um processo de trabalho. Se os resultados de uma auto-crítica sincera podem não lhe parecer tão bons, o fantástico será o fato de ter sido capaz de fazer isso, o que aponta para um amadurecimento como ser humano e, evidentemente, para uma formação profissional mais complexa e de acordo com a realidade vivida.

Espero ter conseguido explicar quais são suas possibilidades de desfecho desse processo sempre educativo e desejo que faça boas escolhas e um bom trabalho, onde quer que se proponha a fazer algo. Atenciosamente, Andrea Paula

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Roteiro para Auto-Avaliação: atividades de Educação a Distância de 2/9 a 12/9

Elaboração da auto-avaliação e entrega pelo Tidia até dia 12 com tolerância até dia 15 de setembro! Qualquer dúvida ou debate, somente pela internet ou em atendimento agendado na UFABC.

Roteiro para Auto-Avaliação:

A Auto-avaliação consiste em uma análise pessoal de sua participação na disciplina. Nela, você constrói uma reflexão crítica sobre seu desempenho, avaliando o que aprendeu e o que precisa aprender sobre as temáticas apresentadas. Seguem as instruções e sugestão de roteiro para a auto-avaliação, que também podem ajudar a ver o que está faltando na sua pesquisa e nas práticas do seu grupo para fazer um encerramento.

Os instrumentos e instruções sobre auto-avaliação da disciplina foram criados com o objetivo de responsabilizar cada um por seu próprio processo de aprendizagem e realizar uma auto-avaliação diagnóstica e processual. Isso significa que eles pretendem que cada estudante possa, com sinceridade e responsabilidade, avaliar sua própria trajetória, considerando:

1) quais atividades efetivamente fez;

2) quais noções, conceitos, conteúdos estudou;

3) quais saberes/conhecimentos conseguiu construir e quais são aqueles que gostaria de construir acerca das temáticas estudadas.

Portanto, nossa ideia de saberes/conhecimentos abarca tanto a capacidade de se comprometer com as atividades propostas (item 1); como aqueles referentes ao conteúdo da disciplina, disponíveis em blog/site, biblioteca básica e auxiliar do mesmo (item 2) e em textos/autores comentados nas aulas; ou ainda os relacionados a outros saberes ligados à capacidade de interagir em grupos (item 3).

Para tanto, cada estudante poderá considerar para se auto-avaliar:

1) a realização das seguintes atividades que eventualmente compõem o processo de trabalho na disciplina: – leituras dos textos indicados para debate nas aulas (que textos, que autores; que relações entre estes e o que foi pesquisado individualmente e em grupo) ou outros textos que tenham interesse; – participação nas aulas (veio, ficou, ouviu, debateu, não apareceu, delegou sua participação a outro, quando, por que, o que isso tem a ver ou não com seu processo de trabalho); – realização de pesquisa com produção e/ou seleção e escolha de documentos de vários tipos organizados em forma de blog/site (que documentos/fontes escritas, orais, audiovisuais, foram levantados, com lista e qual é a contribuição individual para o balanço final do que foi reunido pelo grupo); – análise crítica de documentos/fontes pesquisados, que pode compreender: escrita de legendas para imagens e outros documentos; escrita de textos explicativos; organização de roteiros de apresentação do tema com documentos selecionados da pesquisa; apresentação dos resultados da pesquisa analisados e criticados sob forma de exposição escrita ou audiovisual em blog/site ou em artigo; comentários e debates; – ideias de projetos e práticas propostas e/ou desenvolvidas, seus roteiros de ação, registros documentais e análises/balanços do que foi feito individualmente e em grupo; – auto-avaliação (texto escrito sobre sua trajetória individual na disciplina, considerando todos os três itens elencados aqui).

2) o conhecimento de noções, conceitos e conteúdos referentes à disciplina tratados pela bibliografia, pelas aulas ou por outras fontes escolhidas: – visão panorâmica de perspectivas teóricas e metodológicas variadas e estudo inicial de noções e construções conceituais (quais achou interessantes, por que, como pode ser útil na sua pesquisa); – questionamento do senso comum (“achismos”, opiniões sem embasamento teórico-metodológico) e relativização da noção de verdade/linguagem única (ou seja, crítica de visão/opinião de que existe uma que é “a certa” e é suficiente para dar conta da discussão), com apresentação da multiplicidade de representações da realidade passada e presente sobre os temas trabalhados na disciplina, com conhecimento de várias perspectivas teórico-metodológicas com multiplicidade de abordagens possíveis de serem trabalhadas na temática escolhida; – presença das subjetividades dos estudantes e dos sujeitos das temáticas pesquisadas na construção do trabalho de pesquisa e da sua apresentação em blog e/ou práticas desenvolvidas; – desenvolvimento de práticas de pesquisa e de produção de documentos sobre a temática escolhida com conceitos/metodologias específicas para análise de cada tipo; – conhecimento interdisciplinar do debate sobre identidade e cultura e da temática de pesquisa escolhida; – elaboração de um balanço do que foi realizado, considerando a ideia inicial e as transformações no planejamento para o desenvolvimento do que foi proposto; – papel do pesquisador/estudante como construtor/criador/organizador de conhecimentos que possibilitem o reconhecimento, o respeito e o aprendizado em torno de diferenças culturais e identitárias como garantia de cidadania, democracia, valorização das diversidades como reflexão e prática crítica; – eventual repercussão do que foi produzido por você a partir da sua pesquisa (quanto, como, por que, quem viu/comentou/aproveitou além de você mesmo, se foi possível detectar, se isso foi importante para o desenvolvimento do seu trabalho).

3) o desenvolvimento de saberes e habilidades humanas, considerados no processo de auto-avaliação quanto à vivência em grupos: – responsabilidade individual quanto às atividades individuais e coletivas da disciplina; – organização e participação em estudos, pesquisas e criações individuais e em grupo (se alguém contribuiu para seu trabalho, de que forma, como, por que…); – respeito/tolerância/aprendizado com as opiniões diferentes das próprias e com as atividades/pesquisas dos outros; – capacidade de elaborar problematizações e de desconstruir verdades únicas, preconceitos e juízos de valor fechados e fixos por meio do estudo, da pesquisa, do diálogo e da apresentação em blog e/ou artigo referentes às atividades de pesquisa propostas; – postura ética orientada pela solidariedade; pelo respeito/tolerância/aprendizado com as diferenças; pela crítica e ação contra desigualdades e injustiças econômicas, políticas, culturais, sociais, tais como aquelas marcadas por preconceitos de gênero, etnia, classe ou outros; pelo questionamento das ideias de políticas públicas em circulação na sociedade e seus impactos na vidas das pessoas; – capacidade de crítica e auto-crítica pautada no respeito/tolerância/aprendizado com o outro e nas várias facetas possíveis de serem consideradas na avaliação de um desempenho, de um problema, de uma tarefa em pauta na disciplina; – capacidade de criação/organização de conhecimento condizente com seus conhecimentos e saberes prévios e em desenvolvimento.

A auto-avaliação pode começar a ser redigida imediatamente, como um diário ou um memorial de cada passo do seu percurso de aprendizado e, no final do quadrimestre, cada estudante poderá entregar um texto sobre sua trajetória na disciplina, tendo como roteiro o cumprimento das atividades propostas no item 1; o desenvolvimento de noções, conceitos e conteúdos da disciplina e do tema de pesquisa que se propôs no item 2; e dos saberes/habilidades de convivência no item 3.

Mais do que objetivar a atribuição de um conceito, a avaliação diagnóstica processual, resultante desse texto escrito pelo próprio estudante como um parecer sobre si mesmo, quer observar até onde o/a estudante caminhou e para onde pode caminhar ao longo de seu processo de formação, com autonomia, criatividade e honestidade. Essa auto-avaliação será individual, por escrito, digital (além de ser postada aqui, pode também ser publicada no blog e/ou enviada por e-mail: andrea.santos@ufabc.edu.br) reforçando que cabe ao estudante escolher escrever uma auto-reflexão seguindo o roteiro dos três itens desenvolvidos aqui, isto é, tratar amplamente do SEU próprio desenvolvimento, e não do que pensa ou julga ser o desenvolvimento dos outros.

A graça e o carisma de Nicolau Sevcenko

nicolau sevcenko

Nas humanidades da USP nos anos 1990, o historiador Nicolau Sevcenko era um superstar. Suas aulas eram famosas nos corredores de todas as faculdades. Alunos não matriculados oficialmente nos seus cursos se amontoavam para ver o professor falar.

Ele foi pioneiro numa forma radical de interdisciplinaridade. É uma das maiores referências em Euclides da Cunha e Lima Barreto sem ser da área da literatura. É autor de insights luminosos sobre a experiência nas grandes cidades sem ser urbanista.

Sevcenko praticava “história cultural”, que era um guarda-chuva amplo o suficiente para situar seus trabalhos fora de esquemas disciplinares rígidos. Misturava história, ciência e cultura com rigor de quem dominava a pesquisa de ponta em cada uma das áreas.

Explicava a Primeira Guerra a partir dos filmes de Stanley Kubrick. Os modernistas da São Paulo dos anos 1920 são vistos num laboratório que mistura mitologia grega, tecnologia e urbanização.

O physique du rôle contribuía: um comb-over hediondo feito de mechas brancas presas com grampos; um oclinhos redondo de armação dourada; um sotaque de engenheiro da Sputnik. Os alunos vibravam.

Nos anos 1980 e 1990, era também um intelectual ativo na imprensa. Foi editorialista da Folha de S.Paulo e durante muitos anos era acionado pelo jornal para analisar temas do noticiário que exigiam profundidade. Até meados dos anos 2000, manteve uma coluna na revista Carta Capital. Simbolizava uma convivência possível entre universidade e grande imprensa que se esgarçou nos últimos anos com a agudização da crise do jornalismo impresso.

Trazia ainda um verniz cool para a atividade universitária que se dissolveu com a burocratização da carreira e o império do homo lattes – o pesquisador pressionado a viver em função das linhas no currículo.

Sua produção acadêmica se refreou dos anos 2000 para cá. Centrou foco nas aulas que dava nos Estados Unidos e Londres. Apareceu na imprensa pela última vez há dois anos, para dar depoimento sobre a convivência com Eric Hobsbawm, com quem dividiu sala em Londres e que acabara de morrer. Preparava há anos um ensaio biográfico sobre o artista Hélio Oiticica.

Sevcenko morreu no mesmo dia que Eduardo Campos. É importante frisar a importância de seu legado, num momento em que as atenções, compreensivelmente, estão em outra parte.

Estudiosos de diversos campos das letras, das ciências sociais, arquitetura, história e até medicina encontram no seu trabalho fonte importante de pesquisa. Leitores afeitos a textos escritos com liberdade, que extraíam prazer de levar ao limite as possibilidades de argumentação e analogia, encontram ali inspiração exemplar.

As aulas abarrotadas de Nicolau Sevcenko são uma imagem poderosa – a cada greve ou crise financeira da USP, servem de lembrança sobre o tipo de relação com o conhecimento que vale a pena cultivar por ali.

A Universidade e o debate e as reflexões “sobre o uso de fita adesiva”

Prezada Profª Andrea, bom dia.
A Prefeitura Universitária, no cumprimento de suas atribuições, reitera o pedido para que não sejam afixados materiais ou conteúdos de aulas em locais não projetados para isso, tais como paredes, portas, placas, painéis, batentes, caixilhos e congêneres. Para tanto, dispomos de displays; esses podem ser solicitados a qualquer momento à equipe de zeladoria da UFABC.  A utilização de fita adesiva de qualquer espécie com essa finalidade acaba por danificar os acabamentos e texturas. Esses danos demandam serviços de limpeza e reparos, geram custos e comprometem a estética. As fotos que seguem anexas (após atividades no térreo do Bloco Beta) ilustram e justificam o nosso pedido reiterado.
Contamos com a sua colaboração, nos mantendo à disposição para auxiliá-la nessa ou em qualquer outra questão que possa otimizar a realização de oficinas e atividades coletivas em áreas comuns de nossos campus universitários.

Atenciosamente,
Ricardo Soares Lima
Subprefeito do Campus São Bernardo do Campo
Fundação Universidade Federal do ABC – UFABC
Bloco Beta – 2º andar
(11) 2320-6050

 

Prezado Ricardo, conheço as normas, entendo os argumentos e justificativas impostas por um grupo na universidade, porém não concordo com as mesmas e defendo que sejam colados cartazes,avisos, trabalhos e expressões artísticas dos estudantes em qualquer lugar da universidade, a exemplo do que acontece em outras universidades como uma das maiores do mundo onde estudei, a USP, onde existe tudo isso – e talvez exatamente por existirem coisas assim –  saem pessoas formadas como bons profissionais que se preocupam em ver e ler a estética do que está escrito, desenhado, pintado, colado e fotografado, e não na estética da parede sem nada a expressar a não ser um sentido de disciplina e ordem furada que não tem nada a ver com a educação plural e democrática do século XXI que está no nosso projeto pedagógico.

Como educadora, escritora, professora e pesquisara, entendo que trabalhamos com arte, cultura e educação e num local público, não numa empresa ou indústria qualquer ou hospital ou prisão. A estética de uma universidade no Brasil e mundo afora é muito diferente desse padrão imposto por uma visão de um grupo que administra esse local como se fosse uma das indústrias, hospitais ou prisões do ABC paulista. Fiquei surpresa com a falta de visão do que é educação quando retiraram nossos trabalhos argumentando sobre a visita do MEC. São exatamente nossos trabalhos que dão cara de universidade para esse espaço e ninguém fica retirando esse tipo de trabalho das paredes da USP, da Unicamp, da Unifesp, etc!
Todo ano, esse espaço é pintado independente de estar danificado ou não, com recursos públicos que são descontados também direto do meu salário, pois isso já é previsto pela administração. E houve ano que vi ser pintado sem nem precisar fazê-lo apenas para gastar a tinta e justificar esses argumentos burocráticos e essa visão equivocada e unilateral do que não tem mais nada a ver com o que aqueles boa parte daqueles que estudam, ensinam e pesquisam acham que deve ser um espaço educativo e cultural. Eu, os estudantes e outros professores e funcionários da UFABC preferimos que esse espaço educativo tenha os cartazes e as expressões culturais e as marcas de uso e vivência do que deixá-lo com cara de recepção de dentista ou do Poupatempo. esses displays que é a maior burocracia e demora para conseguir usar para uma atividade prática do dia a dia são, além disso, horríveis, péssimos para o tipo de trabalho que fazemos, e ninguém nos perguntou quando foram comprá-los com o nosso dinheiro público se eram adequados e interessantes para nossas atividades. Entendo qual é o trabalho de vocês e espero que entendam também qual é o meu trabalho e o meu ponto de vista, respeitando nossas práticas educativas e utilizando de fato os recursos da educação pública para ocupar os espaços públicos e não deixá-los vazios e inúteis, sem cor ou significado, servindo mais como local de passagem do que de convivência. Se as paredes ficaram assim é porque o que estava nela foi retirado. Se ficassem lá, as pessoas olhariam as estéticas das mensagens educativas, culturais e artísticas e não se a tinta descolou ou não da parede feita muitas vezes com material de péssima qualidade superfaturado para beneficiar as construtoras e outras empresas terceirizadas que exploram o trabalho de pessoas subcontratadas por baixos salários e que poderiam, não fosse essa visão administrativa herdeira do escravismo colonial, serem funcionários públicos da educação e entenderem que a Universidade sempre teve e terá outra cara em seus espaços de vivência, porque nós que trabalhamos e habitamos esse espaço todos os dias pensamos e criamos sobre ele, não apenas passamos por ele e aceitamos as normas que não correspondem com o ambiente cultural e educativo que queremos viver e contruir no dia-a-dia.
Mais uma vez, muito obrigada pela atenção, e qualquer esclarecimento, estou à disposição!
Para maior entendimento das nossas práticas e de nossa perspectiva de trabalho educativo, disponibilizamos o blog da nossa disciplina justifica na teoria e na prática nossas atividades educacionais e culturais e mostra os estudantes estudando e fazendo bons trabalhos aí, ao invés de estarem roubando, (se) matando, (se) destruindo ou fazendo coisas consideradas bem piores: http://identidadesculturas.wordpress.com/
 
 
Atenciosamente,
 
Andrea Paula

 

Grupos Coletivos

Grupo: Victor Prado, Bruna Aguiar, Thiago Nascimento, Giulia. Bruno, Renato Kaliu e Ricardo Guerra

Blog: Ciência, tecnologia educação

Grupo: Adrian, Alessandro Oshina, Renato Brogini e Samuel

Blog: Diálogo, leitura e alto conhecimento

Grupo: Murilo e Felipe

Blog: Desenvolvimento Educação

Grupo: Daniel Henrique, Larissa Gasques, Ronaldo Freitas, Luiza Ribeiro e Túlio

Blog: Música Brasileira

Grupo: Paulo Cesar

Blog: Clube do Transporte

Grupo: Brian Bocalini e Victor Akagi

blog: Um outro modo de ver

Grupo: Cardine, Gislaine, Gutemberg, Jean, Rodrigo e Rogério

Blog: Sociedade em Rede

Grupo: Camila Correa, Júlia Faria, Marcos Campos, Leonardo Duarte e Gustavo Taqiu

Blog: Educação e Acessibilidade

Aulas 10 e 11

Nessas aulas, fizemos as seguintes atividades e reflexões no Laboratório Memória dos Paladares (Bloco A – Torre 3, sétimo andar):

1) Continuidade do Clube de Trocas UFABC, destacando a importância do consumo consciente, da economia solidária, do reciclar, reduzir e reutilizar e do convívio e colaboração para pensar como um projeto de tecnologia social e/ou de tecnologia cultural pode impactar as relações entre as pessoas de uma comunidade como a nossa. O Clube de Trocas UFABC acontecerá em todas as aulas do mês de agosto: participe!

2) Elaborações, Apresentações e Intervenções permanentes do trabalho dos grupos e dos blogs (individual e de grupo), sendo que cada estudante e seu grupo apresenta e tira dúvidas sobre o que está fazendo direto com a professora e solicita também a colaboração dos colegas para os seus processos de trabalho e o debate e sugestões sobre suas temáticas. O monitor Mateus Baeta está fazendo um levantamento de todos os blogs individuais e de grupo para colocar em nosso blog de CTS e assim termos um panorama de tudo o que está sendo produzido para a disciplina e que vai contar para a auto-avaliação. Traga o seu trabalho individual e do seu grupo, seus blogs, e monte no Laboratório seu mural, painel ou dispositivo para intervenção e colaboração dos colegas, pois já estamos em processo de apresentação e finalização das criações coletivas em Ciência, tecnologia e sociedade. O próximo passo, depois das próximas três semanas de apresentações e conversas com cada grupo, será fazer a auto-avaliação individual. Portanto: cadê seu trabalho e do seu grupo (blog, mural, intervenção) no Laboratório? Estamos no aguardo!

3) Distribuição e comentário com as pessoas e grupos que vieram falar dos seus temas sobre o texto:

PÓS-HUMANO – POR QUE?, artigo de Lucia Santaella, REVISTA USP, São Paulo, n.74, p. 126-137, junho/agosto 2007

Pós-humano – por que?

Esse artigo fala de como as tecnologias estão cada vez mais hibridizadas com os humanos e qual o impacto disso na vida em sociedade. Essa temática está diretamente relacionada ao trabalho de todos os grupos, por isso os mesmos precisam promover a ligação entre o que estão publicando, expondo e apresentando com as reflexões deste e de outros textos apresentados em aulas anteriores e disponíveis aqui em nosso blog.

Agora é reta final para concluir as atividades em CTS: venha ao Laboratório fazer trocas e trazer seu trabalho para apresentação e exposição: bom trabalho!!!

Aula 9

Na aula 9, tivemos o Clube de Trocas… Por favor, tragam objetos e habilidades para trocar significados e analisar as transformações de estruturas e dinâmicas sociais possíveis com o intercâmbio e consumo solidário.

Reduzir, reciclar, reutilizar. Consumo e impacto das ciências e tecnologias na qualidade de vida das pessoas: temas para pensar, trabalhar, criar, praticar…

O consumo serve para pensar, segundo Nestor Garcia Canclini, antropólogo argentino, residente no México. Pensar as transformações entre o local e o global, pensar as (des)construções de identidades, comunidades e cidadanias culturais, pensar as desigualdades sociais, pensar os modelos de desenvolvimento econômico, pensar os bens materiais e simbólicos em circulação, pensar a capacidade dos consumidores serem ativos quanto às mudanças das estruturas e dinâmicas sociais.

– Capítulo de livro:  Consumidores y ciudadanos. Conflictos multiculturales de la globalización. México, Grijalbo, 1995, pp. 41-55

“El consumo sirve para pensar”

garcia_canclini._el_consumo_sirve_para_pensar

Esse livro, “Consumidores e cidadãos”, já existe em português. Se alguém achar o PDF, por favor, compartilhe!